Um certo dia houve tanto frio que um passarinho congelou e caiu da árvore em que estava abaixo. Ao fim de algum tempo passou uma vaca. A vaca olhou para o passarinho congelado, dá dois passos em frente, pára e caga mesmo em cima do passarinho, deixando-o apenas com a cabeça de fora. O passarinho ficou muito enojado, mas como a merda estava quente, começou a aquecer e a descongelar. Ao fim de mais algum tempo o passarinho, sentindo-se já confortável, começou a cantar. Um gato que ia a passar ouviu o canto do passarinho a sair do pedaço de merda, foi até lá, viu o passarinho e... comeu! quarta-feira, 26 de agosto de 2009
É merda mesmo!
Um certo dia houve tanto frio que um passarinho congelou e caiu da árvore em que estava abaixo. Ao fim de algum tempo passou uma vaca. A vaca olhou para o passarinho congelado, dá dois passos em frente, pára e caga mesmo em cima do passarinho, deixando-o apenas com a cabeça de fora. O passarinho ficou muito enojado, mas como a merda estava quente, começou a aquecer e a descongelar. Ao fim de mais algum tempo o passarinho, sentindo-se já confortável, começou a cantar. Um gato que ia a passar ouviu o canto do passarinho a sair do pedaço de merda, foi até lá, viu o passarinho e... comeu! terça-feira, 25 de agosto de 2009
Caranguejos Portugueses
Um pescador de caranguejos nunca tapava o balde em que colocava os caranguejos que ia apanhando. Um dia alguém lhe perguntou:segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Os dados da vida
Aqui estou eu às tantas da madrugada e sem sono, porque o sono esse fiel companheiro já eu aprendi a controlar e espantar quando é necessário. Alçapão
em abrir no soalho
e reabro como quem espera
não voltar, e minto
se disser que não me encolho
quando vejo bera
essa figura de más sensações
de frias recordações.
Mas logo por sorte
eu tenho uma forte
convicção...
de que um dia
por alegria
eu fecho para sempre
a porta do meu alçapão.
domingo, 23 de agosto de 2009
Curiosidades
- 41 - O tamanho do primeiro pé que pisou a Lua.
- 1498 - Data do aparecimento da primeira escova de dentes na China. No entanto a escova era feita de pelos de porco, mas mais tarde foram substituídos por pelos de cavalo. Só em 1938 se inventaram as escovas de nylon que usamos hoje em dia.
- 1879 - Data da inauguração do primeiro supermercado. Os carrinhos de supermercado só apareceram em 1937.
- 175 dias - Era o tempo que uma pessoa a correr sem parar (9,5 Km/h) demoraria a dar uma volta à Terra. Uma volta ao redor da Terra tem 39.840 Km. Na circunferência de Júpiter, essa mesma tarefa levaria 1.935 dias ou mais de 5 anos.
- 12.756 Km - O diâmetro da Terra à volta do Equador. De pólo a pólo, o diâmetro é de 12.713 Km.
sábado, 22 de agosto de 2009
Derrocada na praia da Maria Luísa - Albufeira
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Tenho...
Cabo Sardão
Recomendo que vejam lá um pôr do sol sozinhos ou acompanhados. É um excelente tónico de energia que não deixa ninguém indiferente."«Entalado» entre Almograve e a Zambujeira do Mar fica o ponto mais ocidental da costa alentejana. Guardado por um farol, sentinela do Cabo Sardão, este é um lugar de reconciliação absoluta com a paisagem terrestre e marítima."
Diogo Morgado "estrela em ascensão"
Diogo Morgado vai participar no filme “Mary, Mother Of Christ”, de James Foley. O elenco conta com nomes como Al Pacino, Peter O’Toole e Julia Ormond.Vi hoje os Dazkarieh em Beja
Excelente banda, tocam música tendo como inspiração várias culturas do mundo, com vários instrumentos musicais como gaita-de-foles, adufe, pandeireta, bandolim, cavaquinho, sanfona, gaitas-de-foles, flauta.quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Som
Em cada semana um som diferente. Quem quiser ouvir é só clicar no play.
Carlos Baute & Marta Sánchez - Colgando En Tus Manos é a 1ª.
Como o tempo passa...
para caminhos incertos
planos e mais planos
e nenhum é certo.
Impressionante ... como o tempo passa.
Nem tudo se afigura
tal e qual pensámos que seria
olhamos para trás...
e sentimos uma amargura.
E vejam ... como o tempo passa.
Ora com velocidade estonteante
ora em andamento de cruzeiro
andamos como um peão andante
caem migalhas, mas fico inteiro.
Reparem ... como o tempo passa...
A vida tem um ritmo louco
Em pouco e muito sabe a pouco
não pára de freneticamente correr
vai-nos sempre moldando o ser.
E é duro ... como o tempo passa...
Dietas milagrosas e desporto
Numa altura em que sensivelmente estamos a atravessar o clímax do Verão lembrei-me de tocar num assunto mais que badalado do nosso dia a dia - as dietas!No tempo da outra senhora era assim...
A maior parte de nós não teve oportunidade de viver nos tempos do Senhor Salazar onde a vida, dita ... dura, era completamente diferente do que é hoje.quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Depressão Lusitana!
Portugal e Espanha, embora juntos eternamente no plano físico nesta bela Península Ibérica, nunca se perfilaram com as mesmas características de atitude, de dinâmica, de viver.Curiosidades
- Apenas uma pessoa em cada 2 bilhões viverá mais de 116 anos.
- Se gritares durante 8 anos, 7 meses e 6 dias, a energia libertada é igual à necessária para aquecer uma chávena de café.
- O coração bombeia o sangue com uma pressão suficiente para esguichar o sangue a uma altura de 9 metros.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
De volta das férias...
Amá-la ou Amar-te?
O marido, ao chegar a casa, no final da noite, diz à mulher que já estava deitada:
- Querida, eu quero amá-la.
A mulher, que estava a dormir, com a voz embolada, responde:
- A mala... ah não sei onde está! Usa a mochila que está no roupeiro do quarto de visitas.
- Não é isso querida, hoje vou amar-te.
- Por mim, podes ir até Júpiter, até Saturno e até à puta que te pariu, desde que me deixes dormir em paz...
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Vou de Férias!
Passados alguns meses eis que me volta a vontade de escrever algumas linhas neste recôndito espaço cibernético!terça-feira, 21 de julho de 2009
E já conto com 24 anos em cima!
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Curiosidades
- - 128,6 ºC - Foi a mais baixa temperatura alguma vez registada, em 21 Julho de 1983 na Antárctica.
- Em média há 3 telefones por cada 100 pessoas no mundo.
- 0% - A percentagem da população mundial que visitou o Planeta Marte.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
A crise anda por todo o lado
chega uma daquelas crises
que tudo quer por em causa.
É a crise económica
é a crise do trabalho
é a crise dos sentimentos
enfim, é a crise do amor!
É este último item
que me preocupa
e me causa um certo
...transtorno!
Foi-se aquela leveza
que muda o coração
uma fina nobreza
de levar alguém pela mão
Era uma coisa de nobreza,
uma sorte receber
com toda a clareza
um grande amor ter.
Já pouco resta
desses tempos
que já lá vão!
Hoje outras coisas
se impõem
o tempo tratará
de colocar no sítio...
a sua razão!
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Curiosidades
- A American Airlines economizou US$ 40.000 em 1987 eliminando uma azeitona de cada salada servida na primeira classe.
- 28% da África é selvagem e não explorada.
- 38% dos EUA é selvagem e não explorado.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Podias ter-me dito que ias sair da minha vida
sábado, 13 de junho de 2009
Tattoo
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Como as mulheres enlouquecem os homens
Mulher - Onde vais?
Homem - Vou sair um pouco
Mulher - Vais de carro?
Homem - Sim.
Mulher - Tem gasolina?
Homem - Sim.... coloquei.
Mulher - Vais demorar?
Homem - Não... coisa de uma hora.
Mulher - Vais a algum lugar específico?
Homem - Não... só andar por aí.
Mulher - Não preferes ir a pé?
Homem - Não... vou de carro.
Mulher - Traz-me um gelado!
Homem - Trago... que sabor?
Mulher - Morango.
Homem - Ok... na volta pra casa eu passo na loja e compro.
Mulher - Na volta?
Homem - Sim... senão derrete.
Mulher - Passa lá agora, compra e deixa aqui..
Homem - Não... é melhor não! Na volta... é rápido!
Mulher - Ahhhhh!
Homem - Quando eu voltar eu como um contigo!
Mulher - Mas tu não gostas de morango!
Homem - Eu compro outro... de outro sabor.
Mulher - Assim fica mais caro... traz de ananás!
Homem - Eu também não gosto de ananás.
Mulher - Traz de chocolate... nós os dois gostamos.
Homem - Ok! Beijo... já venho....
Mulher - Ei!Homem - O que é?
Mulher - Chocolate não... Flocos...
Homem - Não gosto de flocos!
Mulher - Então traz de morango pra mim e do que quiseres pra ti.
Homem - Foi o que eu sugeri desde o princípio!
Mulher - Estás a ser ironico?
Homem - Não, não tou! Vou indo.
Mulher - Vem cá dar-me um beijo de despedida!
Homem - Querida! Eu já venho... depois.
Mulher - Depois não... quero agora!
Homem - Tá bom! (Beijo.)
Mulher - Vais no teu carro ou no meu?
Homem - No meu.
Mulher - Vai com o meu... tem leitor de cd... o teu não!
Homem - Não vou ouvir música... vou espairecer...
Mulher - Tás a precisar?
Homem - Não sei... vou ver quando sair!
Mulher - Não demores!
Homem - É rápido... (Abre a porta de casa.)
Mulher - Ei!
Homem - Que foi agora?
Mulher - Bolas!!! Que bruto! Vai, vai-te embora!
Homem - Calma... estou a tentar sair e não consigo!
Mulher - Por que queres ir sozinho? Vais-te encontrar com alguém?
Homem - O que queres dizer com isso?
Mulher - Nada... não quero dizer nada!
Homem - Que é... achas que te estou a trair?
Mulher - Não... claro que não... mas sabes como é?
Homem - Como é o quê?
Mulher - Homens!
Homem - Generalizando ou falando de mim?
Mulher - Generalizando.
Homem - Então não é meu caso... sabes que eu não faria isso!
Mulher - Tá bem... então vai.
Homem - Vou.
Mulher - Ei!
Homem - Que foi, porra?
Mulher - Leva o telémovel, estúpido!
Homem - Pra quê? Pra ma estares sempre a ligar?
Mulher - Não... caso aconteça algo, tens o telémovel.
Homem - Não... deixa estar...
Mulher - Olha... desculpa pela desconfiança, estou com saudades, só isso!
Homem - Ok, meu amor... Desculpa-me se fui bruto. Amo-te muito!
Mulher - Eu também! Posso cuscar no teu telémovel?
Homem - Pra quê?
Mulher - Sei lá! JOgar um joguinho!
Homem - Queres o meu telémovel pra jogar?
Mulher - É.
Homem - Tens a certeza?
Mulher - Sim.
Homem - Liga o computador... tá cheio de joguinhos!
Mulher - Não sei mexer naquela lata velha!
Homem - Lata velha? Comprei-o o mês passado!
Mulher - Tá..ok... então leva o telémovel senão eu vou cuscar...
Homem - Podes mexer à vontade... não tem lá nada, mesmo...
Mulher - É?
Homem - É.
Mulher - Então onde está?
Homem - O quê?
Mulher - O que deveria estar no telémovel mas não está...
Homem - Como!?
Mulher - Nada! Esquece!
Homem - Tas nervosa?
Mulher - Não... não tou...
Homem - Então eu vou!
Mulher - Ei!Homem - O que ééééééé, porra?
Mulher - Já não quero o gelado!
Homem - Ah é?
Mulher - É!
Homem - Então eu também já não vou sair!
Mulher - Ah é?
Homem - É.
Mulher - Boa! Vais ficar aqui comigo?
Homem - Não ...tou cansado... vou dormir!
Mulher - Preferes dormir a ficar comigo?
Homem - Não... vou dormir, só isso!
Mulher - Estás nervoso?
Homem - Claro, porra!!!
Mulher - Porque é que não vais dar uma volta para espairecer?...!!!
quinta-feira, 14 de maio de 2009
signo de Caranguejo ... o meu!
retirado deste site - http://zen.blogs.sapo.pt/tag/caranguejoRegidos pela Lua
Elemento Água
Lá vamos nós falar sobre estes seres sensíveis e sonhadores que por vezes têm uma enorme dificuldade em discernir entre a fantasia e a realidade. Aliás talvez seja mesmo esta a sua maior dificuldade: separar o sonho da realidade.
Às vezes prendem-se tanto aos sonhos que esquecem de viver a realidade. Com certeza convém encarar este desafio de viver a verdade e não escapar-se para o mundo dos sonhos que afinal são só sonhos.
O seu humor pode mudar conforme as fases da lua. São mesmo muito mutáveis mas ao contrário dos geminianos que mudam da água para o vinho, os nativos de caranguejo mudam de fase como a lua mas continuam a ser Lua.
Têm uma tendênciazinha para a desgraça, pois são muito pessimistas e adoram sofrer por antecipação. As coisas nem aconteceram e eles já estão a sofrer... e sofrem tanto, tanto ... e por coisas que até nem chegam a acontecer no quadro negro que pintam. Costumo dizer que os caranguejos pagam para se chatearem e se preocuparem.
Rabugentos e resmungões... adoram reclamar! Mas fique calmo por que nem se dão ao trabalho de se fazerem entender, portanto não faça caso e deixe o seu caranguejo de estimação resmungar à vontade... ele só está a praticar um dos seus desportos favoritos – reclamações à metro.
São excelentes confessores pois para eles um segredo é sagrado. Também não vale à pena tentar esconder-lhes qualquer coisa pois têm a maior habilidade em descobrir os mais profundos segredos.
Os nativos de caranguejo funcionam como verdadeiras esponjas em relação ao meio que os rodeia. Absorvem tudo e retribuem as emoções como verdadeiros espelhos. Devem aprender a resguardarem-se pois facilmente captam a energia e a “onda” de quem está à sua volta e muitas vezes estão embaixo não por questões próprias mas pelo que captaram dos outros. E o pior é que deixam-se levar naquela frequência e alimentam o seu lado masoquista cultivando o sofrimento.
São agarradíssimos às coisas e às pessoas. Não abrem mão de nada . Seja um namorado antigo ou um par de chinelos velhos, não os largam mesmo que o namorado lhe faça a vida negra e que o chinelo já esteja furado. Mudar para eles é uma tortura e um grande desafio do qual fogem o mais que podem.
O caranguejo normalmente não mente e quando o faz é mais para fantasiar a realidade do que em proveito próprio.
O homem de caranguejo tem uma enorme fixação na mãe e tem muita dificuldade em amadurecer.
No entanto, podemos dizer que são dos homens que melhor entendem as mulheres e a sua natureza. Parece que as adivinham.
A sua tendência para paternalizar ou melhor maternalizar as relações é muito grande. Conseguem ser umas grandes “mãezonas” dos amigos, das amadas e dos filhos.
Não espere que aquele caranguejo especial consiga distanciar-se das coisas. Ele tem uma enorme dificuldade em analisar um facto em que se encontre envolvido de fora. Também não hesitarão em utilizar uma boa dose de chantagem emocional.
A grande missão ou dasafio para os nativos de caranguejo será o de não serem escravos da sua afectividade.
No mais, sejam caranguejos do tipo santola, sapateira ou siri meus amigos vivam o presente real, não pintem o futuro tão negro e façam o favor de serem felizes.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
A nova moda!
domingo, 5 de abril de 2009
Curiosidades
- O Papa mais jovem tinha 11 anos.
- 13 segundos. O recorde de tempo de voo de uma galinha.
- O transatlântico Rainha Elizabeth II avança apenas 4 cm para cada litro de gasóleo queimado
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Fazer o próprio
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Foi de rompante
na nossa vida
momentos diferentes
que nos surgem
sem pensar...
num piscar de olhos
e quanto menos esperamos!
Temos fases em que
decidimos que queremos
estar só...
sem preocupações
sem dar nem receber
sem ninguém
livre como um pássaro.
E é aí que o destino...
nos trai!
Caprichosamente coloca-nos
alguém no nosso caminho
que nos faz desviar
da rota pretendida
e ainda bem!
E foi assim que o meu plano
meticulosamente traçado
ruiu...
Ficou esquecido e sepultado.
E aquele alegre sorrisinho
que conheci e me encantou
que trato por meu xuxuzinho
entrou e disse "aqui estou"
Alguém me ouviu
Não me resta nada, sinto não ter forças para lutar
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado com tanta gente à minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta
Choro a rir, isto é mais forte do que pensei
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei
Não sei do que fujo, a esperança pouca me resta
É triste ser tão novo e já achar que a vida não presta
As pernas tremem, o tempo passa, sinto cansaço
O vento sopra, ao espelho vejo o fracasso
O dia amanhece, algo me diz para ter cuidado
Vagueio sem destino nem sei se estou acordado
O sorriso escasseia, hoje a tristeza é rainha
Não sei se a alma existe mas sei que alguém feriu a minha
Às vezes penso se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que diz…
Chorei
Mas não sei se alguém me ouviu
Enão sei se quem me viu
Sabe a dor que em mim carrego e a angústia que se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Busquei
Nas palavras o conforto
Dancei no silêncio morto
E o escuro revelou que em mim a Luz se esconde
Vou ser forte e vou-me erguer
E ter coragem de querer
Não ceder, nem desistir eu prometo
Não há dia que não pergunte a Deus porque nasci
Eu não pedi, alguém me diga o que faço aqui
Se dependesse de mim teria ficado onde estava
Onde não pensava, não existia e não chorava
Sou prisioneiro de mim próprio, o meu pior inimigo
Às vezes penso que passo tempo demais comigo
Olho para os lados, não vejo ninguém para me ajudar
Um ombro para me apoiar, um sorriso para me animar
Quem sou eu? Para onde vou? De onde vim?
Alguém me diga porque me sinto assim
Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê
Sinto lágrimas nos meus olhos mas ninguém as vê
Estou farto de mim, farto daquilo que sou, farto daquilo que penso
Mostrem-me a saída deste abismo imenso
Pergunto-me se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Modo de ser e de amar
ou cá em baixo
entre os homens,
tanto faz o tempo e o lugar,
o que conto é o modo de ser e de amar.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Praia
Escaldava e o Mar a arrefecia
Que decidi percorrer toda a Praia
Era tão imensa que no horizonte vivia
A outra extremidade...
Decidida e consciente pelo
Que haveria de passar assim fui...
A Praia estava recheada de pessoas
Pessoas essas que no rosto
Permanecia alegria, humor e descanso.
Durante a dita caminhada, reparei
Que havia pessoas de todos os cantos
Do globo, de todas as cores e nacionalidades.
Em simultâneo reparava no Mar,
Sereno e calmo, governava
A cor esmeralda que pintara o fundo...
No céu, totalmente azul, pairavam
As gaivotas, procurando impacientemente
Um peixe perdido para saciarem a sua fome...
Para trás já ia umas longas horas
E em diante avistara bem perto
O fim da imensa infinidade da Praia,
Cansada, um pouco, calor, imenso,
Por isso decidi-me me refrescar na água,
Permaneci um pouco, para matar o calor
Que se fazia sentir...
Ao sair da água embrulhei-me no toalhão
E, satisfeita, observava tudo
O que tinha caminhado, até que,
Inesperadamente, observei o impossível,
Limpei meus olhos das goticulas
Que por lá escorregavam e olhei de novo.
O impossível tornara-se realidade
E me perguntei
"Será aquilo um anjo?"
Não... era apenas alguem que me fez crescer
Aquele que me ensinou,
Aquele que eu desejei,
Aquele que eu amei...
Que vou fazer eu, pensei,
Relembrei-me pelo que anteriormente passara
E decidi ignorar-te.
Porquê? Para não renascer a velha
Chama da paixão...
Assim foi, ignorei-te como para mim não
Fosses ninguém, como não te conhecesse...
Peguei nas minhas coisas e recomecei
A caminhada, agora para o ponto de partida,
Através do silencio do meu olhar, te ditei
Palavras carinhosas, e um beijo... de amizade...
Durante todo o caminho, interroguei-me
Vezes sem conta, se tinha escolhido
A melhor maneira, eu pensava sempre que sim
Mas o coração, não partilhava da mesma opinião...
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Procurei-me
Não me encontro... procuro-me
Onde estou eu?
No céu,na Lua ou no Mundo?
Estou perdida, sem caminho
para voltar...
Alma tão bela, que não me encorajas a seguir,
Dá-me algum sinal.
Quero voltar á terra e ter
Alma no coração.
Quero ser presente.
Quero ser passado.
Quero ser futuro.
Mas...não sei onde está o presente.
O passado morreu.
E o futuro?
Está viajando nas veias do
Pensamento.
Sonhar é uma ilusão...
mas alimenta.
Entristece...angustia... mas
Alimenta-nos.
A vida é tão curta...
Nunca digas adeus
Aos sonhos que te surgem
No pensamento.
Pensamento?!
Mas... afinal
Onde se alojou o sonho?
no pensamento ou no coração?
Não encontro explicação...
Contudo, há solução!
Para quê me encontrar,
Se viver não tem sentido?
Para quê viver,
Se não há mais nada para encontrar?
Como posso encontrar os outros
Se nem eu própria me encontro?
Procurei-me em todo lado,
Procurei-me em todos,
Mas só me encontrei em mim mesma!
Viver a vida sem alguém do lado
É como uma fogueira sem lenha.
Perdemos o senso de viver.
Perdemos o sentido de viver,
Pois não há maneira de acalmar o coração.
Viver na terra só com o corpo
Não tem qualquer sentido.
Por isso alma...vai-te encontrando,
Porque a vida passa
E eu não quero perdê-la!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Ser
ou ser o que realmente não sou,
mas ser o que sou é excluir
aquilo que não sou.
Então, como poderei saber que
sou aquilo que não sou se
poderei sê-lo.
Só sei que nada sou e serei.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Pensamentos 14
Vezes há em que seria melhor que ela morresse logo no início e nos poupasse do martírio da espera de algo que não acontecerá jamais. Mas nós ainda acreditamos e, enquanto o fazemos, vivemos agarrados a uma esperança que nos impede de seguir o nosso caminho, que nos impede de prosseguir a nossa vida.
Então esperamos... esperamos na esperança deter o que desejamos... de ter o que já tivemos! E, enquanto esperamos, sofremos... perdemos oportunidades... deixamos de viver...
Desde sempre me ensinaram a ter esperança, mas ninguém me ensinou o que fazer para não ter esperança nenhuma... Não me recordo de nenhum momento da minha vida em que tenha sido feliz por apenas ter esperança... simplesmente por a ter... acho que isso não faz, por si só, nenhum ser humano feliz. Pelo contrário... enquanto a têm muitos sofrem e sofrem muito ao longo de tamanha espera.
Nestes últimos dias tenho tentado alimentar a esperança de que um dia consiga não ter esperança alguma... talvez não consiga... (porque) tenho esperança!
Pois é... o sofrimento, por muito que não queiramos, faz parte da vida de cada uma das pessoas. Muitos falam de um sofrimento interno, continuado, profundo a que chamam de angústia existencial. Parece que por percebermos que existimos e que a nossa existência é finita sofremos por não encontramos razões claras e concretas para a existência humana... deve ser a isto que se chama de dúvidas existências.
Afinal existimos porquê e para quê? Será que é para descobrirmos que existimos e sofrermos com isso? Não faço ideia! Apenas percebo que sofremos... e que acabamos por sofrer mais quando agimos pensando sobre os motivos que nos fazem sofrer... nesse caso, deduzo, que a única forma de ultrapassar o sofrimento é aceitando-o ... deixando de o considerar um estado anormal da nossa vivência, mas antes algo que dela faz parte... e, se o aceito, como fazendo parte da vida então não faz assim tanto sentido pensar nas suas causas... tanto mais que saber a causa de um problema não é sinónimo da sua resolução... e não pensando recorrentemente nas suas causas, acabamos por sofrer menos!... sofremos porque pensamos... e nesse caso devemos ser inteligentes e pensar menos! Isso mesmo... pouco inteligentes são aqueles que pensam de mais... porque se mais pensam... mais sofrem!
Achavam que ter o cérebro mais desenvolvido do mundo animal nos trazia só benefícios? Nesta questão eu penso... quer dizer... não penso nada...
sábado, 31 de janeiro de 2009
Fazer os outros felizes
Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. A sua cama estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.
Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias... E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.
A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas. Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia apassar: Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas.
Dias e semanas passaram.
Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.
Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo. Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto. Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo! O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. Talvez quisesse apenas dar-lhe coragem...
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Nada muda
De todas as conversas
De todos os momentos
Que passei a teu lado
Bons,maus,úteis ou inúteis
Todos se misturam
no mais fútil dos pensamentos
Num traço de tristeza que se acentua
Levanto-me, acordo
Mas o sentimento continua
Cada vez maior, mais potente
Num acto claro de ironia
Quero me levantar, acordar novamente
Seguir em frente, voltar a amar
Mas, infelizmente, nada muda
Tudo continua a passar ao lado da minha vida
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Liberdade
Sem fim
Dentro de mim
O meu coração
Bate como um relógio
Sinto um califrio
Dentro de meu ser
Esta dor é tão forte
Que quase me derroba
A minha mente
Desapareceu no infinito
Não sei explicar
Este vazio dentro
Do meu corpo
Como continuar
Gostava de ser uma semente
Para ser transportada pelo vento
Gostava de soltar a minha mente
E deixa-la á deriva por um momento
Sem parte definida
Sem local de chegada
Sem destino predemitado
Queria voar, voar, voar...
Queria sentir, sentir...
Queria apanhar...
Essa liberdade de viver
Ser livre no tempo
Soltar todo o meu ser
Libertar-me das amarras da vida
Ser livre de voar pelo mundo
Ai, como eu queria ser assim
Poder dar fim
A esta dor que queima dentro de mim
sábado, 24 de janeiro de 2009
Travessuras sim, mas sem exagero
Vou contar-vos uma história
Que passou pela minha memória
Era eu pequenina...
(Talvez da vossa idade)
Sim, agora já sou velhinha
O que não é nenhuma infelicidade!
Ia eu a dizer
Que quando era pequenina
O que me dava alegria
(Fosse de noite ou de dia)
Era fazer uma travessura
O que me valeu
Uma ou outra descompostura...!
Como estava a contar
Era eu da vossa idade
Não havia dificuldade
Se dava para a brincadeira
Pois, o que é a vida
Se não pudermos dar umas risadas?
E era disso que eu queria falar
Aos meus queridos netinhos
Que me estão a aturar!
É que quando eu era pequenina
Não havia dia
Em que não pregasse uma partida
Fosse ao pai, à mãe ou aos meus quinze irmãos!
E numa dessas alturas
Quando estava com ela fisgada,
(Tinha levado uma descompostura de metro e meio
Há uma semana atrás)
Mal saí do meu castigo
Estava tão irrequieta
Pois imaginem só
O que é estar uma semana
Sem poder fazer maldades!
Ora, como dizia
Não aguentava mais
E ao sair de casa
Vi o meu irmão mais novo
Que ia passear as ovelhas
Sim, como vocês sabem,
Tínhamos uma grande e lindíssima quinta
Para os lados do Mondego!
Contava eu,
Que vi a pobre criança
(A minha próxima vítima)
E tive que arranjar um plano!
Fui falar com o pequeno:
“Queres companhia?
Já não estou de castigo!”
A miniatura de gente
Aceitou muito contente
Mal sabia o que o esperava!
Fomos alegres pelo campo fora
Ora à conversa, ora cantarolando
E com ele fui brincando
Sem que desconfiasse
Que seria nas minhas mãos
Uma outra vítima
Pois pensava ele
Que depois de tal castigo
Era certo que me emendasse!
Então,
Quando chegámos a um sítio com ervinhas
Dissemos às ovelhinhas
Que ali deveriam comer!
Mas qual não foi o espanto do pequeno
Quando eu lhe disse
Que igualmente devia fazer!
Com um sorriso nos lábios
Olhou para mim dizendo:
“Sei que é outra brincadeira
Mas nessa não vou cair,
Pois se a mãe sonha com isto
Não voltarás a sorrir!”
Surgia então uma ameaça!
Parecia que a criança
Tinha aprendido comigo!
Mas seria então possível
Se era ele a vítima
E eu a má da fita?
Foi a partir daí
Que eu decidi
Nunca mais pregar partidas!
Aprendi uma lição:
Nunca devemos ser tão maus
Ao ponto de parecer
Que não temos coração!
Assim,
Ao fim do dia
Voltámos para casa.
Ninguém saberia
O que se tinha passado
Foi o combinado!
Por isso,
Meus netinhos
É preciso que percebam
Que não é bom ser-se mau
(Se é que me faço entender!)
Vamos tentar ser bonzinhos
E assim seremos mais felizes
Do que com as travessuras
Que, lá por terem esse nome,
Também são saudáveis,
Quando são feitas com peso e medida!
E com esta história
Quero que me prometam:
TRAVESSURAS, SIM!
MAS SEM EXAGERO!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
A graça e a ilusão
Agora lhes beijo,
e agradeço a sobrevivência do sonho,
a sobrevivência dos sons, dos ruídos.
A hipótese de ser libidinoso e bom.
Risos mordidos, escrachados...
O escândalo na rua, na calçada,
atrás do poste, do muro pichado nas bocas,
com bocas coladas.
Lábios que não beijei
Agora lhes beijo, e agradeço o guia, mil vezes,
refeito pelas mãos velozes.
Dedos doidos, inquietos, exploradores;
A permanente expedição pela carne.
A idéia de ferro e fogoem nossos tecidos desalinhados.
A linha rompida, rasgada...
A invasão do privado.
Os músculos impacientes,
a eminente explosão dos botões
e a incontinência dos zíperes,
na busca do mais fundo...
E vem à tona bocas
de pernas para o ar em levitação.
Lábios que não beijei
Agora lhes beijo, e agradeço o aroma de
maçã, cereja,
outra fruta...
Gosto de amor condensado, intenso.
A cisma de apalpar uma escultura,
bolinar...
Sugar língua clandestina
E, por fim, desvendar uma identidade pelo tato.
Lábios que não beijei
Agora lhes beijo, e agradeço a graça e a ilusão de bocas
que se bifurcam como nos jardins de Alá,
e do além.
A falta da húmida saliva,bactérias,
o atordoado gesto sumário,
a extensão do que não houve...
O estado grave, o coma e a cama que não chegamos.
Lábios que não beijei
Beijo-lhes agora, de joelhos,
e agradeço a distância sensata que nos manteve.
O que fomos depois
E nossos lábios desunidos jamais souberam
O que somos,
e a certeza de quilômetros rodados em outras bocas.
O beijo partido...
O que me coube nos lábios,
a cama que poderia ter sido,
poderia ter dado,
poderia ser, mais não foi.
E não houve...E nem foi ouvido...
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Teu beijo
charmoso,
gostoso,
ternamente cheio de amor.
Inesquecível,
eu sei!
Dele tenho lembrança,
dele tenho saudade,
dele tenho o sabor
para todos os minutos e horas da vida,
em toda a eternidade,
no tempo e no contratempo.
Teu beijo
é terno e eterno,
sincero,
suave,
leal,
doce,
charmoso,
gostoso,
um beijo de amor !
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Trova do vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio - é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não
domingo, 18 de janeiro de 2009
Beijos
Pede-se e dá-se: Dá?
Que custa um beijo?
Não tenha pejo: Vá!
Um beijo é culpa
Que se desculpa: Dá!
A borboleta
Beija a violeta
Vá!
Um beijo é graça
Que a mais não passa: Dá?
Teme que a tente?
É inocente...Vá!
Guardo segredo,
Não tenha medo...Vê?
Dê-me um beijinho,
Dê de mansinho,Dê!
Como ele é doce!
Como ele trouxe,
Flor, Paz a meu seio!
Saciar-me veio, Amor!
Saciar-me? Louco...
Um é tão pouco,
Flor!
Deixa, concede
Que eu mate a sede,
Amor!
Talvez te leve
O vento em breve,
Flor!
A vida foge,
A vida é hoje
Amor!
Guardo segredo,
Não tenhas medo,
Pois!
Um mais na face,
E a mais não passe!
Dois...
Oh! dois?
Piedade!
Coisas tão boas...Vês?
Quantas pessoas
Tem a Trindade?
Três!
Três é a conta
Certinha e justa...Vês?
E que te custa?
Não sejas tonta!
Três!
Três, sim: não cuides
Que te desgraças: Vês?
Três são as Graças,
Três as virtudes;
Três.
As folhas santas
Que o lírio fecha,Vês?
E não o deixam
Manchar,
são... quantas?
Três!
sábado, 17 de janeiro de 2009
Beijos
São beijos de desejo,
Começam e seguem,
sem pejo.
Beijos de amor,
Daqueles que dão calor...
E depois... Aquele torpor...
Beijos enamorados...
Beijos demorados...
Beijos... Bem beijados
Beijo na mão...
Doce sensação...
Suave emoção...
Beijos do calor da paixão...
Despertam toda nossa emoção,
São aqueles que dão tesão...
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
o mar
Onde afogo as minhas mágoas,
Onde deposito as minhas lágrimas,
Onde guardo segredos invejáveis.
És tu, aquele amigo disponível
Para ouvir os meus desabafos...
Ditas os teus experientes conselhos
No silencio do teu ondular incrivel.
Na tua enorme profundeza
Se esconde os mais belos mistérios
De toda a Natureza.
Navegar nos teus vastos impérios
Todo o meu corpo agoniza
E torna-se num desejo sem critérios
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Rimance
Da velha torre caía,
Em seu camarim real
A bela Ausenda cosia.
Tela que estava cosendo
De fina prata parecia;
Junto dela, sua mãe
Em cama de ouro dormia...
Longo mantinho de lustro
Seu esbelto corpo envolvia,
Anel que tinha no dedo
Frechas de cor despedia.
Passos na escada se ouviram,
Passos de alguém que subia,
Ouvindo tal, a Princesa
A abrir a porta corria.
Ouvindo o gemer da porta,
A mãe os olhos abria,
Abriu-os mas não viu nada,
Que o candil já se morria.
— Quem é que anda abrindo portas,
Filha, aqui ao pé de mim?
— Senhora mãe, é o vento
Que abre as portas do jardim.
Segura com tal resposta,
Logo a mãe adormecia;
Vendo-a dormir, Dona Ausenda
À porta se dirigia.
A um gesto da bela Ausenda,
Um cavaleiro aparecia,
De cochonilha mimosa
Era o gibão que vestia.
Em belo cinto bordado
Punhal de prata trazia;
Nos braços do cavaleiro
Dona Ausenda se metia.
Ao barulho dos abraços,
A mãe os olhos abria,
Abriu-os mas não viu nada,
Que o candil já se morria.
— Quem é que está aos abraços,
Filha, aqui ao pé de mim?
— Senhora mãe, são as árvores
Que se abraçam no jardim.
Segura com tal resposta
,Logo a mãe adormecia;
Vendo-a a dormir, Dona Ausenda
Ao seu amado sorria,
Sorria e nos braços dele,
Nos seus braços se metia;
Forte corrente de beijos
Aquelas bocas prendia.
Ao barulho desses beijos,
A mãe os olhos abria,
Abriu-os mas não viu nada,
Que o candil já se morria.
— Quem é que está dando beijos,
Filha, aqui ao pé de mim?
— Não são beijos, são as fontes,
São as fontes do jardim.
Segura com tal resposta,
Logo a mãe adormecia...
Vendo-a a dormir, Dona Ausenda
Ao seu amado sorria,
Sorria e nos braços dele,
Nos seus braços se metia;
Era de seda lavrada
O corpete que a cingia.
Contra o peito, o cavaleiro
Contra o peito a comprimia,
Com tanta força que a seda
Do seu corpete rangia,
Com esse ranger de seda,
A mãe os olhos abria,
Abriu-os mas não viu nada,
Que o candil já se morria.
— Quem está machucando sedas,
Filha, aqui ao pé de mim?
— É o vento que arrasta folhas,
Folhas secas no jardim.
Segura com tal resposta,
Logo a mãe adormecia;
Vendo-a dormir, Dona Ausenda
Ao seu amado sorria,
Sorria e nos braços dele,
Nos seus braços se metia,
E aos beijos do seu amado
Seus lindos seios abria.
O cavaleiro os beijava
De tal arte que par'cia
Que os não estava beijando,
Antes que neles mordia.
Com esse morder de seios,
A mãe os olhos abria
Abriu-os mas não viu nada,
Que o candil já se morria.
— Quem anda mordendo seios,
Filha, aqui ao pé de mim?
— É o jardineiro que morde
Frutas verdes no jardim.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Beija-me
Beija-me como eu quero
Muito...Muito...Mas
Do teu jeito
Com os lábios do teu amor
Com o néctar adocicado
Pelo sabor do meu céu
Beijo que não sei definir
Direito...
Se é o teu jeito
Que me enlouquece
Que me entontece
Beijo maroto
Safado
Assanhado
Molhado
Espalhado...
Busco senti-lo
De corpo e alma
Mas do jeito que
Me acalma...
Morrendo em minha boca
Qual uva madura
Colhida no pé do desejo
Em cachos deslizantes
Pelo meu corpo suado
Te amando...E beijando
Colhendo...mordendo
Meus lábios primeiro
Que sabe beijar!
Espalhando desejo
Com teus beijos...
E com esse teu jeito
Doído de amar!
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Instantes de quem se está a afogar
são mais ou menos assim:
a surpresa de não conseguir subir à tona
é substituída imediatamente pela realidade cruel
do que está ocorrendo e que não deseja acreditar.
Não, aquilo não está acontecendo com ele.
Alguém virá salvá-lo
e juntos rirão daqueles momentos apavorantes.
Na próxima festa ele já terá assunto
para prender a atenção dos convidados.
Mas, naquele exacto momento,
a única coisa que ele desejaria prender
e não está conseguindo é a respiração.
E o pior é a falta de oxigénio
que já não o deixa raciocinar com calma e lucidez,
porque o desespero trouxe um elemento novo
naquele momento aterrorizante:
a agonia de ter sugado água salgada pelo nariz.
Não é só o gosto estranho mas também o desconforto
de se ter engasgado com aquela água
que já não lhe permite lembrar
de mentalmente fazer uma oração.
As pessoas que ele mais amava
e que apareciam e desapareciam do seu pensamento,
também já são sombras.
A sua visão começa a escurecer.
Nesse exacto momento ele só pensa em salvar o fio de vida
que ainda lhe resta.
Mas está sem forças.
Uma pergunta martela a sua mente:
- “ Por que fui eu abusar do mar? ”.
Começa a entregar-se e só espera por um milagre.
Tenta gritar mas é inútil.
Ninguém pode ouvir sua voz engasgada com água salgada.
Relaxa, sente a derrota.
Assume que vai morrer.
Escuridão total.
retrata tão fielmente as emoções que quase
sentimos a agonia de estar na àgua em sofrimento.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Morre quem
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo...
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece...
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um remoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.
Pablo Neruda
domingo, 11 de janeiro de 2009
Tu
Tu
enlouqueces-me
maravilhas-me
atrapalhas-me
apaixonas-me
cegas-me
confundes-me.
Tu inspiras-me.
Tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu tu .....
Quero tanto de ti e tão próximo que anseio que fosses o ar,
o chão, as paredes, tudo.
Que tudo o que tocasse fossem os teus braços.
Que tudo o que sentisse
fossem os teus lábios.
Como quando fecho os olhos e tudo o que não vejo és tu.
Como quando não durmo e tudo o que sonho és tu.
Contigo não consigo respirar.
Sem ti não consigo viver.
Quero estar tão dentro de ti que nem a luz do dia exista para mim.
Quero abraçar-te tanto que todo o mundo
colapse e desapareça num pequeno ponto entre os meus braços.
Toca-me com as tuas mãos.
Faz-me desaparecer com a tua pele.
Sufoca-me na tua língua.
Arrasta-me pelo ar com o teu perfume.
Mata-me de vez.
TU se fosses chuva, do céu só cairiam pérolas ...
E até o chão gritaria de prazer.
Maria Teresa Horta
sábado, 10 de janeiro de 2009
Bater do coração
estava quente e tremia,
senti que o teu coração batia em união com o meu,
sonhando com os afagos da noite.
E os olhos, nos olhos presos,
derramando ternura, ansiedade,
grávidos de promessas, juravam a eternidade aqui na terra.
Não te quero deixar, nunca,
e se longe o meu corpo estiver,
por via de negro destino,
a memória de ti, cristalina,
na minha mente fica perene
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Sonho
que contigo sonhei
O meu amor perdido,
aquele por quem eu tanto desesperei
Fiquei a perceber
que o amor não tem sentido
pois por ti tanto lutei
para acabar por te perder.
Onde errei eu nao sei
Mas sei que cada dia sem te ter
Da-me vontade de morrer,
Pois a tua mera visão
Da-me a volta a cabeça
E faz parar o meu coração.
O meu coração ficou destroçado
Pois percebeu que tinha sido enganado
Pela mulher que eu considerava a + bela
Mulher essa
Que nem o Da Vinci reproduziu na tela
Depois disto tudo ainda me vieste culpar
E chegas-te a dizer que eu
Não te sabia amar.
Foi nesse momento
Que fiquei chocada
Pois foi ai que percebi
Que tu nunca me tinhas amado
Se tu me pedisses
Eu para ti voltava
E sabes bem que por ti
Eu tudo mudava
Mas não podia viver nesse sufoco
Pois viver assim
Faria de mim uma louca
Mas mais louca do que eu pelo teu amor
Não pode haver,
pois por ti eu faria tudo
Apenas para sentir o teu calor.
Voltar a ter aquele sentimento
Que com o passar do tempo
Foi caindo em esquecimento.
Com a madrugada a chegar
E eu ainda a sonhar
Com o amor da minha vida
Amor esse que deixou ferida.
Agora que a manha chegou
Terei de me levantar
Para a escola tenho de ir
Para com amigos tambem estar
Mas não sem antes me despedir
Do amor que me fez sonhar.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Pensamento 13
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Quando se ama alguém
E se ela não vem ter connosco, nós esperamos.
O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar.
A vida transforma-se numa estação de comboios
e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar.
O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo,
a organizar tudo para que ele seja possível.
É mais fácil esperar do que desistir.
É mais fácil desejar do que esquecer.
É mais fácil sonhar do que perder.
E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver."
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Eu quero voltar
que mesmo já não sendo minha
continuavas a ser
uma paixão platónica.
A notícia que estavas
nos braços de outro
quase me matou de cólera
e trouxe-me à lembrança
a forma como te
deixei escapar entre
os meus dedos.
Burrice minha
orgulho a mais
nitidão a menos
do que seria melhor
para mim
e para ti.
Tu seguiste com
a tua vida
e eu fiquei perdido
lá atrás.
Embrunhado em
lembranças que não
passam com
um abrir e fechar
de mão.
Eu quero voltar.
mas essa esperança
dar-me-à forças
e fará com que
tudo me parecerá
possível.
Pensamento 12
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Palavras
Como se tivessem boca,
Palavras de Amor, de Esperança,
De imenso Amor, de Esperança louca."
domingo, 4 de janeiro de 2009
Pensamento 11
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível.
Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de pratica.
Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito.
Porque faz sentido.
Porque é mais barato, por causa da casa.
Por causa da cama.
Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado.
Os amantes tornaram-se sócios.
Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-socio-bio-ecologica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "ta bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananoides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.
Odeio os novos casalinhos.
Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores.
O amor fechou a loja.
Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. "
sábado, 3 de janeiro de 2009
Pensamentos 10
Li esta frase num daqueles powerpoints que nos entopem o mail, com música bonita e apelando ao coração para nos tornarmos melhor pessoas. Devo dizer que não os vejo todos até ao fim, porque alguns são muito parecidos.
Esta frase no entanto saltou-me à vista, porque tantas são as vezes que a brincar e sem intenção a verdade sai como a areia que nos escapa entre os dedos.
Pensamentos 9
Depois de algum tempo, aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mao e acorrentar uma alma. E aprendes que amar nao significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança e começas a aprender que beijos nao sao contratos, presentes, nao sao promessas. E nao importa o quao boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e precisas de perdoa-la por isso. Aprendes que ao falar, podes aliviar dores emocionais. Descobres que se levam anos para construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que podes fazer coisas num instante, das quais te arrependeras pelo resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescem mesmo a longa distancia. E que o que importa nao e o que tu tens na vida, mas quem tens na vida. Descobres que as pessoas com quem mais te importas na vida, sao tiradas de ti muito depressa; por isso, devemos sempre deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a ultima vez que as vemos. Aprendes que a paciencia requer muita pratica. Aprendes que quando estas com raiva tens o direito de ter raiva, mas isso nao te da o direito de seres cruel. Aprendes que nem sempre e suficiente seres perdoado por alguem. Algumas vezes tens de aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, tu seras, em algum momento, condenado. Aprendes que nao importa em quantos pedaços o teu coraçao foi partido, o mundo nao para para que o concertes, e, finalmente aprendes que o tempo nao e algo que possa voltar para tras. Portanto planta o teu jardim e decora a tua alma, ao inves de esperares que alguem te traga flores e percebes que realmente podes suportar, que realmente es forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que nao se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida, e so nos faz perder o bem que poderiamos conquistar, o medo de tentar...verdade?
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Foi o fim
estava acabado
entre nós.
Colocaste um
ponto final
onde eu pensei
que ainda existiam reticências.
Mataste a minha ilusão
de um amor real
e possível.
Agora olho para trás
e recordo o início
e toda aquela
felicidade transbordante
na nossas faces.
Era ums história bonita
que tinha tudo
mas mesmo tudo
para dar certo,
mas não deu.
Na vida há
oportunidades e momentos
choros e lamentos
fases boas e más.
O nosso cruzamento
nesta encarnação
talvez já tenha passado
e eu perdi
o meu tempo de entrada
como quem perde
um comboio...
que não volta.
Agora tento encontrar
pedaços teus
em todos os traços femininos
mas ninguém é igual a ti
nem nada voltará a ser igual.
Rasgar um tecido
e cozê-lo deixa uma marca,
e tu deixaste a tua.
Apelo ao tempo
que traga
uma nova aragem
uma nova roupagem
e me mude
me transfigure
me abra de novo
ao mundo.
Não será fácil
mas eu acredito
na paixão e no amor
e acredito em mim
voltarei a entregar-me
de forma intensa
e aí
voltarei a viver.











